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| Introduction / Introdução You should be wondering: "Who the hell's that Gralha?" Originally, Gralha is a kind of a little bird that lives in the south of Brazil and inspires the creation of this character. Like you should be tired to know, the comics becoming a cultural phenomenon thanks to the newspapers, since the beginning of the century. Today the newspapers no longer give so much importance (nor space) to the comics as formerly in Brazil, but even so, a lot of good thing has been appearing in them... and a good example is the Gralha.
Você
deve estar se perguntando: "Quem diabos é esse Gralha?" Além
disso: "Gralha não é aquele passarinho que come pinhão, ou melhor,
enterra para comer e depois esquece ?" Como você deve estar cansado
de saber, os quadrinhos começaram a se tornar um fenômeno cultural graças
aos jornais, que desde o início do século, abriram espaço às HQ's. Houve
tempo em que haviam suplementos inteiros dedicados às tiras. Hoje os
jornais já não dão tanta importância ( nem espaço ) aos quadrinhos como
antigamente, mas mesmo assim, muita coisa boa tem surgido neles. Há
muitos artistas que sabem usar como ninguém o apertado espaço hoje dedicado
às tiras de quadrinhos. Ou seja, os jornais ainda são um bom refúgio.
E não só para o humor... E foi nessa lacuna que esse tal de Gralha se
aninhou. He appeared in October of 1997, in a special edition of the extinct brazilian version of Heavy Metal Magazine. Several local comic artists were summoned, of which a group decided to do a common project: a homage to an unknown icon of the brazilian comics , the Captain Gralha. Published in the beginning of the forties by the unknown (and almost mytical) Francisco Iwerten. Fugitive of a planet of man-birds, governed by terrible Thagos, the usurper, Captain Gralha found refuge in the Earth, where it used their alien powers ito combat to the crime in Brazil. Mixed of Flash Gordon with Superman, he had brief life. Only two numbers of their adventures were published, dipping that pioneering work in the same abyss that so many other precursors of brazilian comics. We all agreed that a winged man, with a "G" in the chest and mustache would not be very well seen nowadays. So, we opted then to create an updated version of the dated Captain. Alessandro Dutra created the look, Gian Danton and José Aguiar created the history, Antonio Eder, Luciano Lagares, Tako X, Edson Kohatsu, Augusto Freitas, Dutra and Aguiar took charge of the art and Nilson Miller did the cover of that edition. So, the Gralha made his debut. One year later the character starts a weekly page in the newspapper Gazeta do Povo, now as an adolescent that descends of the originalCaptain Gralha . A hero beginner in a metropolis a little different from the real Curitiba City. Maybe, the only city of the country, where a super-hero would walk the streets without seeming so wierdo. After all, Curitiba City sells an image of "city of the first world". And nothing more appropriate to this city that a watchman wearing tights. Ele
surgiu em outubro de 1997, numa edição especial (comemorando os 15 anos
da Gibiteca de Curitiba ) da extinta revista Metal Pesado. Para realizá-la,
foram convocados vários quadrinhistas locais, dos quais um grupo decidiu
fazer de um projeto comum uma homenagem a um ícone desconhecido dos
quadrinhos curitibanos, o Capitão Gralha. Publicado no início dos anos
quarenta pelo também desconhecido (e quase lendário até) Francisco Iwerten.
Fugitivo de um planeta de homens-pássaros, regido pelo terrível Thagos,
o usurpador, o Capitão Gralha encontrou refúgio na Terra, onde utilizava
seus poderes alienígenas no combate ao crime no Paraná. Misto de Flash
Gordon com Super-Homem, ele teve vida breve. Foram publicados apenas
dois números de suas aventuras, mergulhando esse trabalho pioneiro no
mesmo abismo que tantos outros precursores das HQs nacionais. Infelizmente,
ninguém sabe se existe ainda algum exemplar de suas revistas.Foi
unânime que um homem alado, com um "G" no peito e bigodinho
não seria muito bem visto hoje em dia. Optou-se então por criar uma
versão atualizada do datado Capitão. Alessandro Dutra criou o visual,
Gian Danton e José Aguiar criaram a história, Antonio Eder, Luciano
Lagares, Tako X, Edson Kohatsu, Augusto Freitas, Dutra e Aguiar se encarregaram
da arte e Nilson Miller fez a capa da edição. E assim o Gralha fez sua
estréia. Um ano depois o personagem ganhava sua página semanal no caderno
Fun da Gazeta do Povo, agora como um adolescente que descende do Capitão
Gralha original. Um herói iniciante em uma metrópole um pouco diferente
da Curitiba de hoje . Talvez, a única cidade do país, onde um super-herói
se enquadraria sem parecer (muito) deslocado. Afinal, ela mesma faz
questão de, provincianamente, vender sua imagem como "cidade de
primeiro mundo". E nada mais isso que um vigilante de colante.
By the way, the Curitiba of the Gralha is a character on itself, where all the characteristics of the real Curitiba City are exaggerated. Located in an uncertain future, There ate giant sky-scrapers and many, a lot of trees all over it. That Curitiba seems to grow infinitely, even reaching the Atlantic Ocean. Actually, it is the paradise of every super-hero. There, you can find all the "clichés" of the gender "masked hero". But nor everything is a paradise as it can seem. The crime still resists in a city of such big proportions.
Por
sinal, a Curitiba do Gralha é um personagem à parte em seu universo,
onde todas as características da verdadeira são elevadas à enésima potência.
Localizada num futuro indeterminado, nela convivem arranha-céus gigantescos
e muitas, muitas árvores. Essa Curitiba parece crescer ordenada e infinitamente,
chegando até mesmo ao Atlântico. Na verdade, ela é o paraíso de todo
super-herói. Nela todos os lugares-comuns do gênero "herói encapuzado"
existem. Mas nem tudo é um paraíso como pode parecer. O crime ainda
resiste, ainda mais numa cidade de proporções tão modestas.
And the super-villains are all over the
place. Araucaria, Coffee Express, Biscuí, CyberBoy, Lambrequim-Man,
Botanical Doctor, Polaquinha and Human Catfish. Or a mysterious
super-genius known as The Cranial, whose giant head is tattooed as a
pêssanka (those Ukrainians painted eggs of Easter) it is not scheming
some evil plan to conquer the world. Definitively, all of the "classic"
elements, and why not, "clichés" of the comics are present in the comics
of the Gralha. Yes, you will find crazy scientists, mutants and hot
female villains in the universe of the Crow, but not as you are
accustomed to see. To begin the Gralha is wearing a costume that make
him looks lake a fool and inoffensive little bird. Can't be more
ecological than that. E os super-vilões estão à solta. Araucária, Café Expresso, Biscuí do Mato, Pivete Cybertécnico, Homem Lambrequim, Doutor Botânico, Polaquinha e Bagre Humano são alguns dos extravagantes que são enviados à ilha-prisão do A.H.U. pelo Gralha. Isso quando o misterioso supergênio conhecido como O Craniano, cuja cabeça gigantesca é tatuada como uma pêssanka (aqueles ovos pintados pelos ucranianos na Páscoa) não está tramando alguma artimanha. Definitivamente, todos os elementos "clássicos", e porque não, "clichês" dos quadrinhos de heróis estão presentes nas HQs do Gralha. Sim, você vai encontrar cientistas loucos, mutantes e vilãs boazudas no universo do Gralha, mas não como está acostumado a ver. A começar ele é um homem fantasiado como um tolo e inofensivo passarinho. Quer coisa mais ecológica, e por que não ufanista, do que ser uma Gralha? Alguns de seus autores gostam de super-heróis outros abertamente os detestam. Uns o desenham cartunizado, alguns realisticamente ou até mesmo abstrato... E ainda assim, ele é um só. Mas convenhamos, a graça de criar esse passarinho está em, simplesmente, fazer algo que de tão comum, acaba sendo único. Então divirta-se lendo o que o Gralha já foi e tente imaginar o que o tempo reserva para o nosso singular "Vigilante das Araucárias".
por José Aguiar |
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